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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

LUGARES PARA CONHECER ANTES DE MORRER

Porque depois de morto não se dá para conhecer nada, não é?

Eis o link:


http://www.pere-lachaise.com/perelachaise.php

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

VILÕES

Em 2005, o AFI lançou uma lista com os 50 maiores vilões e 50 maiores heróis da história do cinema americano. Contudo, o mais interessante são os primeiros, posto que os heróis são sempre parecidos, isto é, virtuosos, bonzinhos, caridosos e, sobretudo, insossos. Encabeçam a lista do AFI:

1º - Hannibal Lecter, de O silêncio dos Inocentes; 2º - Norman Bates, de Psicose; 3º - Darth Vader, de Star Wars; 4º - A bruxa má do Oeste, de O Mágico de Oz;...

Como não poderia deixar de ser, os grandes vilões da história do cinema foram injustiçados: Alex, de Laranja Mecânica, amargou a 12ª posição; enquanto Eve Harrington, de A Malvada, ficou com a modesta 23ª posição.

Falando de vilão, nada pior do que assistir aos exageros maniqueístas das vilãs de novela das 8, como a Nazaré, de Senhora do Destino, e aos mutantes da novela da Record (ainda bem que acabou aquela droga). Sem querer posar de intelectual, mas, na televisão, não há nada que se equipare ao Edmundo de Rei Lear, ou ao Ricardo III, ou Henrique VIII, ou Macbeth, ou, principalmente, ao Iago, de Otelo, o maior vilão de todos os tempos, cuja maldade causaria inveja ao próprio diabo.

Bons tempos aqueles em que o que era bom e o que era mau eram bem distintos, hoje, tudo se confunde, e o que impera é a lei do politicamente correto, ou melhor, "in-politicamente" correto, pois, a política é um espaço democrático aberto às diferentes opiniões.

Hoje, todos têm de ser bonzinhos, e o vilão perdeu seu espaço para o maniqueísmo sensacionalista.

Ai, que saudades de Mefistófeles...

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

O LUCRO DE UNS É O PREJUÍZO DE OUTROS

“O ateniense Demades condenou um homem de sua cidade, cujo ofício era vender as coisas necessárias para os enterros, sob o pretexto de que seu comércio queria tirar demasiado proveito e de que tal lucro não podia ser alcançado sem a morte de muitas pessoas. Essa sentença me parece errada, tanto mais, porque nenhum proveito nem vantagem se alcançam sem o prejuízo dos demais; segundo esse juízo havia de se condenar, como ilegítimas, todo tipo de ganâncias; o lavrador se aproveita da falta do trigo; o arquiteto, da destruição das construções; os procuradores de justiça, dos litígios processuais que constantemente têm lugar entre os homens; a própria honra e prática dos representantes da religião deve-se a nossa morte e aos nossos vícios; a nenhum médico lhe é agradável sequer a saúde de seus próprios amigos, disse um autor cômico grego, nem a nenhum soldado o sossego de sua cidade, e assim sucessivamente. Pode-se acrescentar ainda: examine a cada um nos desejos mais recônditos de seu espírito, e encontrará que nossos mais íntimos desejos, na maioria dos casos, nascem e se alimentam a custa de nossos semelhantes. Tudo isto considerado, convenço-me de que a natureza não se contradiz neste ponto em seu progresso geral, pois os naturalistas asseguram que o nascimento, nutrição e multiplicação de cada coisa tem sua origem na putrefação e destruição de outra.”

REFERÊNCIAS:
Ensaios, de Michel de Montaigne. Tradução livre da edição espanhola