No cume da minha serra
Eu plantei uma roseira,
Quanto mais as rosas brotam
Tanto mais o cume cheira.
À tarde, quando o sol posto,
E o vento no cume adeja,
Vem travessa borboleta,
E as rosas o cume beija.
No tempo das invernadas,
Que as plantas do cume lavam,
Quanto mais molhadas eram
Tanto mais no cume davam.
Mas se as águas vêm correntes,
E o sujo do cume limpam,
Os botões do cume abrem,
As rosas do cume grimpam.
Tenho, pois, certeza gora
Que no tempo de tal regra,
Arbusto por mais cheiroso
Plantado no cume pega.
Ah! Porém o sol brilhante
Seca logo a catadupa;
O calor que a terra abrasa
As águas do cume chupa!
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
A MORTE DO CINEMA
As discussões sobre a “literatura culta” e a “literatura de massa” têm sido levantadas desde a primeira metade do século XIX. O cinema, cujo caminho per aspera ad astra só foi consolidado a partir da década de 1950, com a revista Cahiers du Cinéma e a ascensão do cinema europeu pós-guerra, está novamente tendo de provar o seu valor frente às novidades tecnológicas e a banalização do conceito de arte.
Adorno foi um crítico feroz da chamada sétima arte, afirmando que
“O cinema e o rádio não precisam mais se apresentar como arte. A verdade de que não passam de um negócio, eles a utilizam como uma ideologia destinada a legitimar o lixo que propositalmente produzem. Eles se definem a si mesmos como indústrias, e as cifras publicadas dos rendimentos de seus diretores gerais suprimem toda dúvida quanto à necessidade social de seus produtos.” (p. 57)
Com dor no coração os cinéfilos têm de concordar com o mestre de Frankfurt, pois se compararmos, por exemplo, o “lixo em película” que produzem estúdios como Miramax, Dreamworks, Warner Bros., Universal e Paramount com a arte verdadeira, teremos de admitir que o cinema não é arte. Adorno, após assistir a filmes de Chaplin e Antonioni, atenuou o seu discurso exacerbado contra o cinema, mas se ele ainda estivesse vivo para assistir a lixos como Quarteto Fantástico, As Crônicas de Nárnia, X-Men, Hulk, 300, a série sem fim dos filmes do Homem-Aranha, Todo Mundo em Pânico, as comédias românticas estreladas por Mark Ruffalo, Ashton Kutcher e Jennifer Anniston, as imbecis comédias de Rob Schneider, Adam Sandler, Irmãos Wayans e Cia., os filmes de terror importados do Japão (onde o único conteúdo é o banho de sangue e as vísceras mutiladas), os épicos pseudo-históricos de Kevin Costner, Mel Gibson e Oliver Stone, entre tantas outras bobagens que o cinema hollywoodiano produziu nas últimas décadas.
A derrocada da arte cinematográfica foi inaugurada com Guerra nas Estrelas e o “show de efeitos especiais”, porque, desde esse produto industrial (não filme), tudo quanto aconteceu foi meramente produto de consumo para um público desprovido de qualquer senso estético e intelectual. O que Adorno diz a respeito dos filmes de Hollywood da década de 30 e 40 é perfeitamente adequado ao que acontece nos nossos dias. É o eterno retorno da mediocridade. Segundo Adorno
“Cada filme é um trailer do filme seguinte, que promete reunir mais uma vez sob o mesmo sol exótico o mesmo par de heróis; o retardatário não sabe se está assistindo ao trailer ou ao filme mesmo. O caráter de montagem da indústria cultural, a fabricação sintética e dirigida de seus produtos, que é industrial não apenas no estúdio – cinematográfico, mas também (pelo menos virtualmente) na compilação das biografias baratas, romances-reportagem e canções de sucesso, já estão adaptados de antemão à publicidade: na medida em que cada elemento se torna separável, fundível e também tecnicamente alienado à totalidade significativa, ele se presta a finalidades exteriores à obra. O efeito, o truque, cada desempenho isolado e receptível foram sempre cúmplices da exibição de mercadorias para fins publicitários, e atualmente todo close de uma atriz de cinema serve de publicidade de seu nome, todo sucesso tornou-se um plug de sua melodia. Tanto técnica quanto economicamente, a publicidade e a indústria cultural se confundem.” (P. 77)
A publicidade, menina dos olhos do capitalismo medíocre, é, indubitavelmente, a cafetina cultural, uma espécie de prostituta que corrompe àqueles que têm ânsia de fama e do sucesso, os quais são conseqüência da própria publicidade, uma filha prostituída da burguesia tardia. Trata-se de um círculo vicioso sem esperança de salvação, haja vista que quem não se submete a esse lucrativo pacto com o demônio terá de vender a alma por uma esmola.
Contudo, “o cinema de arte” dá, heroicamente, os seus últimos suspiros no circuito independente, ao produzir filmes herméticos e desprovidos de qualquer narrativa (como se contar uma história fosse um pecado capital), na tentativa de tirar do coma um paciente que cansou de lutar contra si mesmo, contra sua própria natureza. Nas cerimônias do Oscar, assistimos aos filmes pseudo-artísticos como: Adaptação, Billy Elliot, Desejo e Reparação, Milk, etc. O único mérito destes filmes é não ter o mesmo público de As Branquelas, porque o máximo que o espectador vai levar para a casa é uma enxaqueca ou uma indigestão. Os chamados filmes americanos de arte do século XXI conseguem ser mais chatos e indigestos do que uma aula de gramática da língua portuguesa sobre as Orações Subordinadas Substantivas Objetivas Diretas e Indiretas, independente de quem seja o professor. E os vencedores em Veneza e em Cannes, então?
Creio que o falecimento, em 2007, de Ingmar Bergman e Michelangelo Antonioni tem um significado simbólico: a morte do cinema, da arte cinematográfica. Ora, morreram na década de 70: Visconti, Fitz Lang, Renoir, Rossellini e Pasolini; na década de 80, Welles, Hitchcock, Truffaut, Buñuel e Tarkovski; e, na década de 90, Kubrick, Fellini, David Lean e Kurosawa. Não quero agourar ninguém, mas depois que Godard, Resnais e Woody Allen morrerem, quem representará o cinema? Martin Scorsese? Francis Ford Coppola? Almodóvar ou Steven Spielberg? Não, nenhum desses é digno de representar a arte de Chaplin e Bergman. Diante disto, cabe a constatação: O cinema morreu, e foi a mesma burguesia que o criou que o matou! Quer dizer, não a mesma... Daquela nasceu o cinema, da de hoje não vale a pena enumerar um a um, seriam necessárias horas até que eu termine... E Eu já estou farto deste velório. Fica somente a saudade, assistindo, no meu DVD, a filmes como Aurora, A Doce Vida, A Regra do Jogo, Crepúsculo dos Deuses... O resto é silêncio.
REFERÊNCIAS
ADORNO, THEODOR & HORKHEIMER, MAX. A DIALÉTICA DO ESCLARECIMENTO. VERSÃO E-BOOK.
Adorno foi um crítico feroz da chamada sétima arte, afirmando que
“O cinema e o rádio não precisam mais se apresentar como arte. A verdade de que não passam de um negócio, eles a utilizam como uma ideologia destinada a legitimar o lixo que propositalmente produzem. Eles se definem a si mesmos como indústrias, e as cifras publicadas dos rendimentos de seus diretores gerais suprimem toda dúvida quanto à necessidade social de seus produtos.” (p. 57)
Com dor no coração os cinéfilos têm de concordar com o mestre de Frankfurt, pois se compararmos, por exemplo, o “lixo em película” que produzem estúdios como Miramax, Dreamworks, Warner Bros., Universal e Paramount com a arte verdadeira, teremos de admitir que o cinema não é arte. Adorno, após assistir a filmes de Chaplin e Antonioni, atenuou o seu discurso exacerbado contra o cinema, mas se ele ainda estivesse vivo para assistir a lixos como Quarteto Fantástico, As Crônicas de Nárnia, X-Men, Hulk, 300, a série sem fim dos filmes do Homem-Aranha, Todo Mundo em Pânico, as comédias românticas estreladas por Mark Ruffalo, Ashton Kutcher e Jennifer Anniston, as imbecis comédias de Rob Schneider, Adam Sandler, Irmãos Wayans e Cia., os filmes de terror importados do Japão (onde o único conteúdo é o banho de sangue e as vísceras mutiladas), os épicos pseudo-históricos de Kevin Costner, Mel Gibson e Oliver Stone, entre tantas outras bobagens que o cinema hollywoodiano produziu nas últimas décadas.
A derrocada da arte cinematográfica foi inaugurada com Guerra nas Estrelas e o “show de efeitos especiais”, porque, desde esse produto industrial (não filme), tudo quanto aconteceu foi meramente produto de consumo para um público desprovido de qualquer senso estético e intelectual. O que Adorno diz a respeito dos filmes de Hollywood da década de 30 e 40 é perfeitamente adequado ao que acontece nos nossos dias. É o eterno retorno da mediocridade. Segundo Adorno
“Cada filme é um trailer do filme seguinte, que promete reunir mais uma vez sob o mesmo sol exótico o mesmo par de heróis; o retardatário não sabe se está assistindo ao trailer ou ao filme mesmo. O caráter de montagem da indústria cultural, a fabricação sintética e dirigida de seus produtos, que é industrial não apenas no estúdio – cinematográfico, mas também (pelo menos virtualmente) na compilação das biografias baratas, romances-reportagem e canções de sucesso, já estão adaptados de antemão à publicidade: na medida em que cada elemento se torna separável, fundível e também tecnicamente alienado à totalidade significativa, ele se presta a finalidades exteriores à obra. O efeito, o truque, cada desempenho isolado e receptível foram sempre cúmplices da exibição de mercadorias para fins publicitários, e atualmente todo close de uma atriz de cinema serve de publicidade de seu nome, todo sucesso tornou-se um plug de sua melodia. Tanto técnica quanto economicamente, a publicidade e a indústria cultural se confundem.” (P. 77)
A publicidade, menina dos olhos do capitalismo medíocre, é, indubitavelmente, a cafetina cultural, uma espécie de prostituta que corrompe àqueles que têm ânsia de fama e do sucesso, os quais são conseqüência da própria publicidade, uma filha prostituída da burguesia tardia. Trata-se de um círculo vicioso sem esperança de salvação, haja vista que quem não se submete a esse lucrativo pacto com o demônio terá de vender a alma por uma esmola.
Contudo, “o cinema de arte” dá, heroicamente, os seus últimos suspiros no circuito independente, ao produzir filmes herméticos e desprovidos de qualquer narrativa (como se contar uma história fosse um pecado capital), na tentativa de tirar do coma um paciente que cansou de lutar contra si mesmo, contra sua própria natureza. Nas cerimônias do Oscar, assistimos aos filmes pseudo-artísticos como: Adaptação, Billy Elliot, Desejo e Reparação, Milk, etc. O único mérito destes filmes é não ter o mesmo público de As Branquelas, porque o máximo que o espectador vai levar para a casa é uma enxaqueca ou uma indigestão. Os chamados filmes americanos de arte do século XXI conseguem ser mais chatos e indigestos do que uma aula de gramática da língua portuguesa sobre as Orações Subordinadas Substantivas Objetivas Diretas e Indiretas, independente de quem seja o professor. E os vencedores em Veneza e em Cannes, então?
Creio que o falecimento, em 2007, de Ingmar Bergman e Michelangelo Antonioni tem um significado simbólico: a morte do cinema, da arte cinematográfica. Ora, morreram na década de 70: Visconti, Fitz Lang, Renoir, Rossellini e Pasolini; na década de 80, Welles, Hitchcock, Truffaut, Buñuel e Tarkovski; e, na década de 90, Kubrick, Fellini, David Lean e Kurosawa. Não quero agourar ninguém, mas depois que Godard, Resnais e Woody Allen morrerem, quem representará o cinema? Martin Scorsese? Francis Ford Coppola? Almodóvar ou Steven Spielberg? Não, nenhum desses é digno de representar a arte de Chaplin e Bergman. Diante disto, cabe a constatação: O cinema morreu, e foi a mesma burguesia que o criou que o matou! Quer dizer, não a mesma... Daquela nasceu o cinema, da de hoje não vale a pena enumerar um a um, seriam necessárias horas até que eu termine... E Eu já estou farto deste velório. Fica somente a saudade, assistindo, no meu DVD, a filmes como Aurora, A Doce Vida, A Regra do Jogo, Crepúsculo dos Deuses... O resto é silêncio.
REFERÊNCIAS
ADORNO, THEODOR & HORKHEIMER, MAX. A DIALÉTICA DO ESCLARECIMENTO. VERSÃO E-BOOK.
sábado, 19 de setembro de 2009
O CÂNONE DA SÉTIMA ARTE – PARTE V
Finalmente, os melhores filmes de acordo com o site os melhores filmes, que, a meu ver, é a melhor síntese das listas divulgadas por qualquer revista, site ou instituição, embora apresente, também, algumas incoerências. Eis o TOP 100:
1. Cidadão Kane (1941)
2. A Regra do Jogo (1939)
3. Um Corpo que Cai (1958)
4. 8 ½ (1963)
5. 2001: Uma Odisséia no Espaço (1968)
6. O Poderoso Chefão 2 (1974)
7. O Encouraçado Potemkin (1925)
8. Cantando na Chuva (1952)
9. O Poderoso Chefão (1972)
10. Era uma vez em Tóquio (1953)
11. Os Sete Samurais (1954)
12. Rastros de Ódio (1956)
13. A Aventura (1960)
14. Ladrões de Bicicleta (1948)
15. O Martírio de Joana D’Arc (1928)
16. Lawrence da Arábia (1962)
17. Touro Indomável (1980)
18. Acossado (1959)
19. A Doce Vida (1960)
20. Quanto mais quente melhor (1959)
21. O Atalante (1934)
22. Luzes da Cidade (1931)
23. Aurora (1927)
24. Psicose (1960)
25. Rashomon (1950)
26. Doutor Fantástico (1964)
27. Casablanca (1942)
28. A General (1928)
29. Crepúsculo dos Deuses (1950)
30. Jules e Jim (1962)
31. Fanny & Alexander (1982)
32. Taxi Driver (1976)
33. Contos da Lua Vaga (1953)
34. Pacto de Sangue (1944)
35. A Marca da Maldade (1958)
36. Sindicato de Ladrões (1954)
37. A Canção da Estrada (1955)
38. Chinatown (1974)
39. Morangos Silvestres (1957)
40. A Grande Ilusão (1937)
41. O Boulevard do Crime (1945)
42. Ivan, o Terrível – Parte I (1944)
43. Apocalypse Now (1979)
44. Ouro e Maldição (1924)
45. A Grande Testemunha (1966)
46. O Sétimo Selo (1956)
47. Intriga Internacional (1959)
48. O Terceiro Homem (1949)
49. Em Busca do Ouro (1925)
50. O Tesouro de Sierra Madre (1948)
51. Soberba (1942)
52. O Desprezo (1963)
53. Metrópolis (1927)
54. A Lista de Schindler (1993)
55. A Palavra (1955)
56. Matar ou Morrer (1952)
57. Janela Indiscreta (1954)
58. Os Incompreendidos (1959)
59. Se meu Apartamento Falasse... (1960)
60. Guerra nas Estrelas (1977)
61. M, O Vampiro de Düsseldorf (1931)
62. Um Estranho no Ninho (1975)
63. O Conformista (1970)
64. Tempos Modernos (1936)
65. Amarcord (1974)
66. A Malvada (1950)
67. A Estrada da Vida (1954)
68. Andrei Rublev (1966)
69. A Ponte do Rio Kwai (1957)
70. Os Bons Companheiros (1990)
71. A Felicidade não se compra (1946)
72. Persona (1966)
73. Pulp Fiction – Tempo de Violência (1994)
74. O Intendente Sansho (1954)
75. Viridiana (1961)
76. O Leopardo (1963)
77. Amadeus (1984)
78. A Batalha de Argel (1966)
79. Ran (1985)
80. Blade Runner, O Caçador de Andróides (1982)
81. Desencanto (1946)
82. Embriaguez de Sucesso (1957)
83. Relíquia Macabra (1941)
84. O Espelho (1975)
85. Napoleão (1927)
86. O Mágico de Oz (1939)
87. Onde Começa o Inferno (1959)
88. Laranja Mecânica (1971)
89. ... E o Vento Levou (1939)
90. Uma Aventura na África (1951)
91. Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (1977)
92. Meu Ódio será sua Herança (1969)
93. ET – O Extraterrestre (1982)
94. Núpcias de Escândalo (1940)
95. As Oito Vítimas (1949)
96. Rocco e seus Irmãos (1960)
97. Aconteceu naquela Noite (1934)
98. Coronel Blimp – Vida e Morte (1943)
99. O Mensageiro do Diabo (1955)
100. Levada da Breca (1938)
Para visualizar a lista completa, acesse ao site: http://melhoresfilmes.com.br/filmes
1. Cidadão Kane (1941)
2. A Regra do Jogo (1939)
3. Um Corpo que Cai (1958)
4. 8 ½ (1963)
5. 2001: Uma Odisséia no Espaço (1968)
6. O Poderoso Chefão 2 (1974)
7. O Encouraçado Potemkin (1925)
8. Cantando na Chuva (1952)
9. O Poderoso Chefão (1972)
10. Era uma vez em Tóquio (1953)
11. Os Sete Samurais (1954)
12. Rastros de Ódio (1956)
13. A Aventura (1960)
14. Ladrões de Bicicleta (1948)
15. O Martírio de Joana D’Arc (1928)
16. Lawrence da Arábia (1962)
17. Touro Indomável (1980)
18. Acossado (1959)
19. A Doce Vida (1960)
20. Quanto mais quente melhor (1959)
21. O Atalante (1934)
22. Luzes da Cidade (1931)
23. Aurora (1927)
24. Psicose (1960)
25. Rashomon (1950)
26. Doutor Fantástico (1964)
27. Casablanca (1942)
28. A General (1928)
29. Crepúsculo dos Deuses (1950)
30. Jules e Jim (1962)
31. Fanny & Alexander (1982)
32. Taxi Driver (1976)
33. Contos da Lua Vaga (1953)
34. Pacto de Sangue (1944)
35. A Marca da Maldade (1958)
36. Sindicato de Ladrões (1954)
37. A Canção da Estrada (1955)
38. Chinatown (1974)
39. Morangos Silvestres (1957)
40. A Grande Ilusão (1937)
41. O Boulevard do Crime (1945)
42. Ivan, o Terrível – Parte I (1944)
43. Apocalypse Now (1979)
44. Ouro e Maldição (1924)
45. A Grande Testemunha (1966)
46. O Sétimo Selo (1956)
47. Intriga Internacional (1959)
48. O Terceiro Homem (1949)
49. Em Busca do Ouro (1925)
50. O Tesouro de Sierra Madre (1948)
51. Soberba (1942)
52. O Desprezo (1963)
53. Metrópolis (1927)
54. A Lista de Schindler (1993)
55. A Palavra (1955)
56. Matar ou Morrer (1952)
57. Janela Indiscreta (1954)
58. Os Incompreendidos (1959)
59. Se meu Apartamento Falasse... (1960)
60. Guerra nas Estrelas (1977)
61. M, O Vampiro de Düsseldorf (1931)
62. Um Estranho no Ninho (1975)
63. O Conformista (1970)
64. Tempos Modernos (1936)
65. Amarcord (1974)
66. A Malvada (1950)
67. A Estrada da Vida (1954)
68. Andrei Rublev (1966)
69. A Ponte do Rio Kwai (1957)
70. Os Bons Companheiros (1990)
71. A Felicidade não se compra (1946)
72. Persona (1966)
73. Pulp Fiction – Tempo de Violência (1994)
74. O Intendente Sansho (1954)
75. Viridiana (1961)
76. O Leopardo (1963)
77. Amadeus (1984)
78. A Batalha de Argel (1966)
79. Ran (1985)
80. Blade Runner, O Caçador de Andróides (1982)
81. Desencanto (1946)
82. Embriaguez de Sucesso (1957)
83. Relíquia Macabra (1941)
84. O Espelho (1975)
85. Napoleão (1927)
86. O Mágico de Oz (1939)
87. Onde Começa o Inferno (1959)
88. Laranja Mecânica (1971)
89. ... E o Vento Levou (1939)
90. Uma Aventura na África (1951)
91. Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (1977)
92. Meu Ódio será sua Herança (1969)
93. ET – O Extraterrestre (1982)
94. Núpcias de Escândalo (1940)
95. As Oito Vítimas (1949)
96. Rocco e seus Irmãos (1960)
97. Aconteceu naquela Noite (1934)
98. Coronel Blimp – Vida e Morte (1943)
99. O Mensageiro do Diabo (1955)
100. Levada da Breca (1938)
Para visualizar a lista completa, acesse ao site: http://melhoresfilmes.com.br/filmes
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
O CÂNONE DA SÉTIMA ARTE – PARTE IV
O site de cinema melhores filmes – www.melhoresfilmes.com.br – divulga a lista completa dos melhores filmes já feitos. Há na lista mais de 3000 filmes, classificados por notas que vão de 0 a 10, embora, em minha última consulta ao site, eu tenha notado que estão presentes na lista apenas os filmes que obtiveram nota superior ou igual a sete. Ao contrário de outros sites de cinema, como o IMDB (Internet Movie Data Base), adoro cinema e cine players, o site melhores filmes não classifica os filmes de acordo com a opinião dos internautas, mas sim segundo critérios que, certamente, são canônicos (e isto, creio eu, é um fator positivo). Talvez por isso, a coerência deste site seja maior do que a do IMDB, cujos 10 melhores filmes são:
1. Um Sonho de Liberdade (1994)
2. O Poderoso Chefão (1972)
3. O Poderoso Chefão 2 (1974)
4. Três Homens em Conflito (1966)
5. Pulp Fiction – Tempo de Violência (1994)
6. A Lista de Schindler (1993)
7. 12 Homens e 1 Sentença (1957)
8. Um Estranho no Ninho (1975)
9. Batman – O Cavaleiro das Trevas (2008)
10. O Império Contra-ataca (1980)
Esta lista, publicada em setembro de 2009, traz disparates imensuráveis, como a presença do mediano blockbuster Batman – O Cavaleiro das Trevas (2008), de Christopher Nolan. Ademais, nota-se que, entre os dez melhores, estão presentes 12 Homens e 1 Sentença, de Sidney Lumet, Pulp Fiction, de Quentin Tarantino, A Lista de Schindler, de Steven Spielberg e O Império Contra-ataca, de Irwin Kershner. Não há dúvidas que esses filmes sejam bons, mas eles estão longes de serem dignos de um Top 10 dos melhores de todos os tempos.
É razoável que o excelente Um Estranho no Ninho, de Milos Forman, e Três Homens em Conflito, de Sergio Leone, estejam entre os dez melhores, bem como a escolha óbvia das obras-primas O Poderoso Chefão I e II, que agradam tanto à crítica quanto ao público. A insensatez é Um Sonho de Liberdade ser apontado como o melhor filme de todos os tempos... Tudo bem, é um filme interessante, até inteligente... Mas, convenhamos, isto é motivo para ser considerado o melhor?! É claro que se trata da opinião de internautas que assistiram a um único filme e se sentem no direito de votar num site especializado em cinema, e, portanto, a opinião deles não deve ser levada em consideração... É óbvio que o público jovem se sente atraído por filmes arrasta-quarteirões como Batman, e pelo fato de jamais terem assistido a um filme realmente bom, julgam que seus gostos medíocres devam prevalecer sobre aquilo que foi estudado e analisado por pessoas que verdadeiramente sabem sobre cinema, (eu não me coloco nesta categoria, estou apenas opinando a respeito dessas discrepâncias), pois é... Gosto é gosto...
Em 1998, uma entidade oficial, o AFI, realizou o que seria a lista definitiva no que concerne aos melhores filmes já feitos (leia-se: os melhores filmes do cinema americano). Eis os 20 primeiros:
1. Cidadão Kane (1941)
2. Casablanca (1942)
3. O Poderoso Chefão (1972)
4. …E o Vento Levou (1939)
5. Lawrence da Arábia (1962)
6. O Mágico de Oz (1939)
7. A Primeira Noite de um Homem (1967)
8. Sindicato de Ladrões (1954)
9. A Lista de Schindler (1993)
10. Cantando na Chuva (1952)
11. A Felicidade não se compra (1946)
12. Crepúsculo dos Deuses (1950)
13. A Ponte do Rio Kwai (1957)
14. Quanto mais quente melhor (1959)
15. Guerra nas Estrelas (1977)
16. A Malvada (1950)
17. Uma Aventura na África (1951)
18. Psicose (1960)
19. Chinatown (1974)
20. Um Estranho no Ninho (1975)
Como se não bastasse a exclusão dos filmes europeus, asiáticos, sul-americanos, etc., a instituição “bairrista” elegeu A Primeira Noite de um Homem (1967), de Mike Nichols, como o sétimo melhor filme de todos os tempos, relegando obras-primas como Rastros de Ódio à 96ª posição, Luzes da Cidade à 76ª posição, Um Corpo que Cai e O Poderoso Chefão – parte II às 61ª e 32ª posições, respectivamente, além de outras escolhas equivocadas, como a presença de filmes insignificantes (para ser educado), como Platoon (1986), de Oliver Stone, Forrest Gump (1994), de Robert Zemmeckis, American Graffiti - Loucuras de Verão (1973), de George Lucas, e pasmem!!! Rocky, Um Lutador (1976), de John G. Avildsen.
Em 2007, o American Film Institute fez uma lista comemorativa de 10 anos da primeira lista. Aqui, a insanidade é ainda maior:
99. Toy Story (1995)
96. Faça a Coisa Certa (1989)
89. O Sexto Sentido (1999)
83. Titanic (1997)
72. Um Sonho de Liberdade (1994)
71. O Resgate do Soldado Ryan (1998)
63. Cabaret (1972)
50. O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel (2001)
Por outro lado, nem “tudo é vaidade nem aflições de ânimo”, pois, entre as vinte primeiras posições, há filmes melhores (segundo a minha opinião), em relação à primeira lista da instituição.
1. Cidadão Kane (1941)
2. O Poderoso Chefão (1972)
3. Casablanca (1942)
4. Touro Indomável (1980)
5. Cantando na Chuva (1952)
6. ... E O Vento Levou (1939)
7. Lawrence da Arábia (1962)
8. A Lista de Schindler (1993)
9. Um Corpo que Cai (1958)
10. O Mágico de Oz (1939)
11. Luzes da Cidade (1931)
12. Rastros de Ódio (1956)
13. Guerra nas Estrelas (1977)
14. Psicose (1960)
15. 2001: Uma Odisséia no Espaço (1968)
16. Crepúsculo dos Deuses (1950)
17. A Primeira Noite de um Homem (1967)
18. A General (1928)
19. Sindicato de Ladrões (1954)
20. A Felicidade não se compra (1946)
1. Um Sonho de Liberdade (1994)
2. O Poderoso Chefão (1972)
3. O Poderoso Chefão 2 (1974)
4. Três Homens em Conflito (1966)
5. Pulp Fiction – Tempo de Violência (1994)
6. A Lista de Schindler (1993)
7. 12 Homens e 1 Sentença (1957)
8. Um Estranho no Ninho (1975)
9. Batman – O Cavaleiro das Trevas (2008)
10. O Império Contra-ataca (1980)
Esta lista, publicada em setembro de 2009, traz disparates imensuráveis, como a presença do mediano blockbuster Batman – O Cavaleiro das Trevas (2008), de Christopher Nolan. Ademais, nota-se que, entre os dez melhores, estão presentes 12 Homens e 1 Sentença, de Sidney Lumet, Pulp Fiction, de Quentin Tarantino, A Lista de Schindler, de Steven Spielberg e O Império Contra-ataca, de Irwin Kershner. Não há dúvidas que esses filmes sejam bons, mas eles estão longes de serem dignos de um Top 10 dos melhores de todos os tempos.
É razoável que o excelente Um Estranho no Ninho, de Milos Forman, e Três Homens em Conflito, de Sergio Leone, estejam entre os dez melhores, bem como a escolha óbvia das obras-primas O Poderoso Chefão I e II, que agradam tanto à crítica quanto ao público. A insensatez é Um Sonho de Liberdade ser apontado como o melhor filme de todos os tempos... Tudo bem, é um filme interessante, até inteligente... Mas, convenhamos, isto é motivo para ser considerado o melhor?! É claro que se trata da opinião de internautas que assistiram a um único filme e se sentem no direito de votar num site especializado em cinema, e, portanto, a opinião deles não deve ser levada em consideração... É óbvio que o público jovem se sente atraído por filmes arrasta-quarteirões como Batman, e pelo fato de jamais terem assistido a um filme realmente bom, julgam que seus gostos medíocres devam prevalecer sobre aquilo que foi estudado e analisado por pessoas que verdadeiramente sabem sobre cinema, (eu não me coloco nesta categoria, estou apenas opinando a respeito dessas discrepâncias), pois é... Gosto é gosto...
Em 1998, uma entidade oficial, o AFI, realizou o que seria a lista definitiva no que concerne aos melhores filmes já feitos (leia-se: os melhores filmes do cinema americano). Eis os 20 primeiros:
1. Cidadão Kane (1941)
2. Casablanca (1942)
3. O Poderoso Chefão (1972)
4. …E o Vento Levou (1939)
5. Lawrence da Arábia (1962)
6. O Mágico de Oz (1939)
7. A Primeira Noite de um Homem (1967)
8. Sindicato de Ladrões (1954)
9. A Lista de Schindler (1993)
10. Cantando na Chuva (1952)
11. A Felicidade não se compra (1946)
12. Crepúsculo dos Deuses (1950)
13. A Ponte do Rio Kwai (1957)
14. Quanto mais quente melhor (1959)
15. Guerra nas Estrelas (1977)
16. A Malvada (1950)
17. Uma Aventura na África (1951)
18. Psicose (1960)
19. Chinatown (1974)
20. Um Estranho no Ninho (1975)
Como se não bastasse a exclusão dos filmes europeus, asiáticos, sul-americanos, etc., a instituição “bairrista” elegeu A Primeira Noite de um Homem (1967), de Mike Nichols, como o sétimo melhor filme de todos os tempos, relegando obras-primas como Rastros de Ódio à 96ª posição, Luzes da Cidade à 76ª posição, Um Corpo que Cai e O Poderoso Chefão – parte II às 61ª e 32ª posições, respectivamente, além de outras escolhas equivocadas, como a presença de filmes insignificantes (para ser educado), como Platoon (1986), de Oliver Stone, Forrest Gump (1994), de Robert Zemmeckis, American Graffiti - Loucuras de Verão (1973), de George Lucas, e pasmem!!! Rocky, Um Lutador (1976), de John G. Avildsen.
Em 2007, o American Film Institute fez uma lista comemorativa de 10 anos da primeira lista. Aqui, a insanidade é ainda maior:
99. Toy Story (1995)
96. Faça a Coisa Certa (1989)
89. O Sexto Sentido (1999)
83. Titanic (1997)
72. Um Sonho de Liberdade (1994)
71. O Resgate do Soldado Ryan (1998)
63. Cabaret (1972)
50. O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel (2001)
Por outro lado, nem “tudo é vaidade nem aflições de ânimo”, pois, entre as vinte primeiras posições, há filmes melhores (segundo a minha opinião), em relação à primeira lista da instituição.
1. Cidadão Kane (1941)
2. O Poderoso Chefão (1972)
3. Casablanca (1942)
4. Touro Indomável (1980)
5. Cantando na Chuva (1952)
6. ... E O Vento Levou (1939)
7. Lawrence da Arábia (1962)
8. A Lista de Schindler (1993)
9. Um Corpo que Cai (1958)
10. O Mágico de Oz (1939)
11. Luzes da Cidade (1931)
12. Rastros de Ódio (1956)
13. Guerra nas Estrelas (1977)
14. Psicose (1960)
15. 2001: Uma Odisséia no Espaço (1968)
16. Crepúsculo dos Deuses (1950)
17. A Primeira Noite de um Homem (1967)
18. A General (1928)
19. Sindicato de Ladrões (1954)
20. A Felicidade não se compra (1946)
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
O CÂNONE DA SÉTIMA ARTE – PARTE III
“Mudam-se os tempos, mudam-se os gostos”
O que, à primeira vista, poderia resolver o problema, de fato, trouxe consigo outros maiores. Comparemos as listas de 1952 e 1962:
BFI – 1952
1. Ladrões de Bicicleta (De Sica)
2. Luzes da Cidade (Chaplin)
2. Em Busca do Ouro (Chaplin)
4. O Encouraçado Potemkin (Eisenstein)
5. Intolerância (Griffith)
5. Louisiana Story (Flaherty)
7. Ouro e Maldição (von Stroheim)
7. Trágico Amanhecer (Carné)
7. O Martírio de Joana D’Arc (Dreyer)
10. Desencanto (Lean)
10. A Regra do Jogo (Renoir)
BFI – 1962
1. Cidadão Kane (Welles)
2. A Aventura (Antonioni)
3. A Regra do Jogo (Renoir)
4. Ouro e Maldição (von Stroheim)
4. Contos da Lua Vaga (Mizoguchi)
6. O Encouraçado Potemkin (Eisenstein)
7. Ladrões de Bicicleta (De Sica)
7. Ivan, o Terrível (Eisenstein)
9. A Terra Treme (Visconti)
10. O Atalante (Vigo)
A primeira posição ocupada, na lista de 1952, por Ladrões de Bicicleta (1948) foi substituída por Cidadão Kane (1941), na lista de 1962. Desde a primeira posição existe uma incongruência, pois, na nova lista, deveriam estar presentes apenas os filmes produzidos entre o período de 1952-1962, o que não ocorre. Da primeira lista, os únicos remanescentes são: Ladrões de Bicicleta (1948), de Vittorio de Sica, A Regra do Jogo (1939), de Jean Renoir, Ouro e Maldição (1924), de Erich Von Stroheim, e O Encouraçado Potemkin (1925), de Sergei Eisenstein. Por outro lado, seis filmes inéditos aprecem na segunda lista: O Atalante (1934), de Jean Vigo, A Terra Treme (1947), Ivan, o Terrível (1944), de Sergei Eisenstein, Contos da Lua Vaga (1953), de Kenji Mizoguchi, A Aventura (1960), de Michelangelo Antonioni, e Cidadão Kane (1941), de Orson Welles. De fato, os únicos filmes que não poderiam estar na primeira lista são Contos da Lua Vaga e A Aventura, pois foram produzidos depois de 1952. O que é surpreendente é o fato de dois filmes de um diretor tão consagrado e canonizado como Charles Chaplin serem excluídos da segunda lista. Na terceira lista, surgem mais divergências:
BFI – 1972
1. Cidadão Kane (Welles)
2. A Regra do Jogo (Renoir)
3. O Encouraçado Potemkin (Eisenstein)
4. 8 1/2 (Fellini)
5. A Aventura (Antonioni)
5. Persona (Bergman)
7. O Martírio de Joana D’Arc (Dreyer)
8. A General (Keaton)
8. Soberba (Welles)
10. Contos da Lua Vaga (Mizoguchi)
10. Morangos Silvestres (Bergman)
A primeira posição foi mantida por Cidadão Kane. A terceira lista marca, também, a evolução de A Regra do Jogo, que ascendeu da 10ª posição, na primeira lista, e 3ª posição, na segunda lista, para a 2ª posição na terceira. A Aventura cai três posições, indo do segundo para o quinto lugar. O Martírio de Joana D’Arc, 7º na primeira lista, e que ficou de fora na segunda, reaparece novamente na 7ª posição. Entre os novos filmes temos: Morangos Silvestres (1957) e Persona (1966), de Ingmar Bergman, A General (1928), de Buster Keaton, Soberba (1942), de Orson Welles, e 8 ½, de Federico Fellini. Ficaram de fora da terceira lista: Ouro e Maldição (1924), de Erich Von Stroheim, O Atalante (1934), de Jean Vigo, A Terra Treme (1947) e Ivan, o Terrível (1944). Eis a quarta lista:
BFI – 1982
1. Cidadão Kane (Welles)
2. A Regra do Jogo (Renoir)
3. Os Sete Samurais (Kurosawa)
3. Cantando na Chuva (Kelly, Donen)
5. 8 1/2 (Fellini)
6. O Encouraçado Potemkin (Eisenstein)
7. A Aventura (Antonioni)
7. Soberba (Welles)
7. Um Corpo que Cai (Hitchcock)
10. A General (Keaton)
10. Rastros de Ódio (Ford)
Cidadão Kane e A Regra do Jogo mantêm suas posições. O Encouraçado Potemkin, A Aventura e A General perdem posições. Os Sete Samurais (1954), de Akira Kurosawa, aparece, pela primeira vez na lista, já na terceira posição, assim como Cantando na Chuva (1952), de Gene Kelly e Stanley Donen. Um Corpo que Cai (1958), de Alfred Hitchcock, e Rastros de Ódio (1956), de John Ford, também estréiam na lista.
Em 1992, ocorre uma mudança. Agora, além da lista dos críticos, há a lista dos diretores de cinema.
BFI – 1992
Lista dos Diretores:
1. Cidadão Kane (Welles)
2. 8 1/2 (Fellini)
2. Touro Indomável (Scorsese)
4. A Estrada da Vida (Fellini)
5. O Atalante (Vigo)
6. O Poderoso Chefão (Coppola)
6. Tempos Modernos (Chaplin)
6. Um Corpo que Cai (Hitchcock)
9. O Poderoso Chefão 2 (Coppola)
10. O Martírio de Joana D’Arc (Dreyer)
10. Rashomon (Kurosawa)
10. Os Sete Samurais (Kurosawa)
Lista dos Críticos:
1. Cidadão Kane (Welles)
2. A Regra do Jogo (Renoir)
3. Era uma vez em Tóquio (Ozu)
4. Um Corpo que Cai (Hitchcock)
5. Rastros de Ódio (Ford)
6. O Atalante (Vigo)
6. O Martírio de Joana D’Arc (Dreyer)
6. A Canção da Estrada (Ray)
6. O Encouraçado Potemkin (Eisenstein)
10. 2001: Uma Odisséia no Espaço (Kubrick)
A hegemonia de Cidadão Kane é mantida nas listas dos diretores e dos críticos. A Regra do Jogo mantém-se em segundo. Na lista dos críticos, temos a reaparição de O Martírio de Joana D’Arc, bem como de O Atalante. Estréiam 2001: Uma Odisséia no Espaço (1968), de Stanley Kubrick, A Canção da Estrada (1955), de Satyajit Ray, e Era uma vez em Tóquio (1953), de Yasujiro Ozu. O Encouraçado Potemkin, presente desde a primeira lista, ocupa a 6ª posição.
Na lista dos diretores, no entanto, aparecem filmes que até então não haviam sido mencionados, como: Rashomon (1950), de Akira Kurosawa, O Poderoso Chefão I e II (1972-74), de Francis Ford Coppola, Tempos Modernos (1936), de Charles Chaplin, A Estrada da Vida (1954), de Federico Fellini, e Touro Indomável (1980). Em relação à lista de 1982, há novamente a presença de 8 ½, Os Sete Samurais, Um Corpo que Cai e Cidadão Kane.
As últimas listas divulgadas pela BFI, por meio da revista Sight & Sound, em 2002, foram as seguintes:
BFI – 2002
Lista dos críticos:
1. Cidadão Kane (Welles)
2. Um Corpo que Cai (Hitchcock)
3. A Regra do Jogo (Renoir)
4. O Poderoso Chefão e O Poderoso Chefão 2 (Coppola)
5. Era uma vez em Tóquio (Ozu)
6. 2001: Uma Odisséia no Espaço (Kubrick)
7. O Encouraçado Potemkin (Eisenstein)
7. Aurora (Murnau)
9. 8 1/2 (Fellini)
9. Cantando na Chuva (Kelly, Donen)
Lista dos diretores
1. Cidadão Kane (Welles)
2. O Poderoso Chefão e O Poderoso Chefão 2 (Coppola)
3. 81/2 (Fellini)
4. Lawrence da Arábia (Lean)
5. Doutor Fantástico (Kubrick)
6. Ladrões de Bicicleta (De Sica)
6. Touro Indomável (Scorsese)
6. Um Corpo que Cai (Hitchcock)
9. Rashomon (Kurosawa)
9. A Regra do Jogo (Renoir)
9. Os Sete Samurais (Kurosawa)
Na lista dos críticos, a única novidade é Aurora (1927), de F.W. Murnau, além da volta de Cantando na Chuva. Há, também, algumas trocas de posições. Maiores mudanças ocorrem, no entanto, na lista dos diretores. Os dois primeiros filmes da trilogia O Poderoso Chefão aparecem na segunda posição, atrás somente do imbatível Cidadão Kane. Ladrões de Bicicleta, fora desde a lista de 1962, retorna à 6ª posição. Doutor Fantástico (1964), de Stanley Kubrick, é surpreendentemente eleito o quinto melhor filme, relegando outro filme do diretor que vinha em escala ascendente nas listas anteriores, 2001: Uma Odisséia no Espaço. Igualmente surpreendente é a presença de Lawrence da Arábia (1962), de David Lean, no quarto lugar. A maior incoerência não é a ascensão imediata do épico de David Lean, mas sim a rejeição que o filme sofrera até 2002, não estando presente em nenhum TOP 10 da revista britânica.
O que, à primeira vista, poderia resolver o problema, de fato, trouxe consigo outros maiores. Comparemos as listas de 1952 e 1962:
BFI – 1952
1. Ladrões de Bicicleta (De Sica)
2. Luzes da Cidade (Chaplin)
2. Em Busca do Ouro (Chaplin)
4. O Encouraçado Potemkin (Eisenstein)
5. Intolerância (Griffith)
5. Louisiana Story (Flaherty)
7. Ouro e Maldição (von Stroheim)
7. Trágico Amanhecer (Carné)
7. O Martírio de Joana D’Arc (Dreyer)
10. Desencanto (Lean)
10. A Regra do Jogo (Renoir)
BFI – 1962
1. Cidadão Kane (Welles)
2. A Aventura (Antonioni)
3. A Regra do Jogo (Renoir)
4. Ouro e Maldição (von Stroheim)
4. Contos da Lua Vaga (Mizoguchi)
6. O Encouraçado Potemkin (Eisenstein)
7. Ladrões de Bicicleta (De Sica)
7. Ivan, o Terrível (Eisenstein)
9. A Terra Treme (Visconti)
10. O Atalante (Vigo)
A primeira posição ocupada, na lista de 1952, por Ladrões de Bicicleta (1948) foi substituída por Cidadão Kane (1941), na lista de 1962. Desde a primeira posição existe uma incongruência, pois, na nova lista, deveriam estar presentes apenas os filmes produzidos entre o período de 1952-1962, o que não ocorre. Da primeira lista, os únicos remanescentes são: Ladrões de Bicicleta (1948), de Vittorio de Sica, A Regra do Jogo (1939), de Jean Renoir, Ouro e Maldição (1924), de Erich Von Stroheim, e O Encouraçado Potemkin (1925), de Sergei Eisenstein. Por outro lado, seis filmes inéditos aprecem na segunda lista: O Atalante (1934), de Jean Vigo, A Terra Treme (1947), Ivan, o Terrível (1944), de Sergei Eisenstein, Contos da Lua Vaga (1953), de Kenji Mizoguchi, A Aventura (1960), de Michelangelo Antonioni, e Cidadão Kane (1941), de Orson Welles. De fato, os únicos filmes que não poderiam estar na primeira lista são Contos da Lua Vaga e A Aventura, pois foram produzidos depois de 1952. O que é surpreendente é o fato de dois filmes de um diretor tão consagrado e canonizado como Charles Chaplin serem excluídos da segunda lista. Na terceira lista, surgem mais divergências:
BFI – 1972
1. Cidadão Kane (Welles)
2. A Regra do Jogo (Renoir)
3. O Encouraçado Potemkin (Eisenstein)
4. 8 1/2 (Fellini)
5. A Aventura (Antonioni)
5. Persona (Bergman)
7. O Martírio de Joana D’Arc (Dreyer)
8. A General (Keaton)
8. Soberba (Welles)
10. Contos da Lua Vaga (Mizoguchi)
10. Morangos Silvestres (Bergman)
A primeira posição foi mantida por Cidadão Kane. A terceira lista marca, também, a evolução de A Regra do Jogo, que ascendeu da 10ª posição, na primeira lista, e 3ª posição, na segunda lista, para a 2ª posição na terceira. A Aventura cai três posições, indo do segundo para o quinto lugar. O Martírio de Joana D’Arc, 7º na primeira lista, e que ficou de fora na segunda, reaparece novamente na 7ª posição. Entre os novos filmes temos: Morangos Silvestres (1957) e Persona (1966), de Ingmar Bergman, A General (1928), de Buster Keaton, Soberba (1942), de Orson Welles, e 8 ½, de Federico Fellini. Ficaram de fora da terceira lista: Ouro e Maldição (1924), de Erich Von Stroheim, O Atalante (1934), de Jean Vigo, A Terra Treme (1947) e Ivan, o Terrível (1944). Eis a quarta lista:
BFI – 1982
1. Cidadão Kane (Welles)
2. A Regra do Jogo (Renoir)
3. Os Sete Samurais (Kurosawa)
3. Cantando na Chuva (Kelly, Donen)
5. 8 1/2 (Fellini)
6. O Encouraçado Potemkin (Eisenstein)
7. A Aventura (Antonioni)
7. Soberba (Welles)
7. Um Corpo que Cai (Hitchcock)
10. A General (Keaton)
10. Rastros de Ódio (Ford)
Cidadão Kane e A Regra do Jogo mantêm suas posições. O Encouraçado Potemkin, A Aventura e A General perdem posições. Os Sete Samurais (1954), de Akira Kurosawa, aparece, pela primeira vez na lista, já na terceira posição, assim como Cantando na Chuva (1952), de Gene Kelly e Stanley Donen. Um Corpo que Cai (1958), de Alfred Hitchcock, e Rastros de Ódio (1956), de John Ford, também estréiam na lista.
Em 1992, ocorre uma mudança. Agora, além da lista dos críticos, há a lista dos diretores de cinema.
BFI – 1992
Lista dos Diretores:
1. Cidadão Kane (Welles)
2. 8 1/2 (Fellini)
2. Touro Indomável (Scorsese)
4. A Estrada da Vida (Fellini)
5. O Atalante (Vigo)
6. O Poderoso Chefão (Coppola)
6. Tempos Modernos (Chaplin)
6. Um Corpo que Cai (Hitchcock)
9. O Poderoso Chefão 2 (Coppola)
10. O Martírio de Joana D’Arc (Dreyer)
10. Rashomon (Kurosawa)
10. Os Sete Samurais (Kurosawa)
Lista dos Críticos:
1. Cidadão Kane (Welles)
2. A Regra do Jogo (Renoir)
3. Era uma vez em Tóquio (Ozu)
4. Um Corpo que Cai (Hitchcock)
5. Rastros de Ódio (Ford)
6. O Atalante (Vigo)
6. O Martírio de Joana D’Arc (Dreyer)
6. A Canção da Estrada (Ray)
6. O Encouraçado Potemkin (Eisenstein)
10. 2001: Uma Odisséia no Espaço (Kubrick)
A hegemonia de Cidadão Kane é mantida nas listas dos diretores e dos críticos. A Regra do Jogo mantém-se em segundo. Na lista dos críticos, temos a reaparição de O Martírio de Joana D’Arc, bem como de O Atalante. Estréiam 2001: Uma Odisséia no Espaço (1968), de Stanley Kubrick, A Canção da Estrada (1955), de Satyajit Ray, e Era uma vez em Tóquio (1953), de Yasujiro Ozu. O Encouraçado Potemkin, presente desde a primeira lista, ocupa a 6ª posição.
Na lista dos diretores, no entanto, aparecem filmes que até então não haviam sido mencionados, como: Rashomon (1950), de Akira Kurosawa, O Poderoso Chefão I e II (1972-74), de Francis Ford Coppola, Tempos Modernos (1936), de Charles Chaplin, A Estrada da Vida (1954), de Federico Fellini, e Touro Indomável (1980). Em relação à lista de 1982, há novamente a presença de 8 ½, Os Sete Samurais, Um Corpo que Cai e Cidadão Kane.
As últimas listas divulgadas pela BFI, por meio da revista Sight & Sound, em 2002, foram as seguintes:
BFI – 2002
Lista dos críticos:
1. Cidadão Kane (Welles)
2. Um Corpo que Cai (Hitchcock)
3. A Regra do Jogo (Renoir)
4. O Poderoso Chefão e O Poderoso Chefão 2 (Coppola)
5. Era uma vez em Tóquio (Ozu)
6. 2001: Uma Odisséia no Espaço (Kubrick)
7. O Encouraçado Potemkin (Eisenstein)
7. Aurora (Murnau)
9. 8 1/2 (Fellini)
9. Cantando na Chuva (Kelly, Donen)
Lista dos diretores
1. Cidadão Kane (Welles)
2. O Poderoso Chefão e O Poderoso Chefão 2 (Coppola)
3. 81/2 (Fellini)
4. Lawrence da Arábia (Lean)
5. Doutor Fantástico (Kubrick)
6. Ladrões de Bicicleta (De Sica)
6. Touro Indomável (Scorsese)
6. Um Corpo que Cai (Hitchcock)
9. Rashomon (Kurosawa)
9. A Regra do Jogo (Renoir)
9. Os Sete Samurais (Kurosawa)
Na lista dos críticos, a única novidade é Aurora (1927), de F.W. Murnau, além da volta de Cantando na Chuva. Há, também, algumas trocas de posições. Maiores mudanças ocorrem, no entanto, na lista dos diretores. Os dois primeiros filmes da trilogia O Poderoso Chefão aparecem na segunda posição, atrás somente do imbatível Cidadão Kane. Ladrões de Bicicleta, fora desde a lista de 1962, retorna à 6ª posição. Doutor Fantástico (1964), de Stanley Kubrick, é surpreendentemente eleito o quinto melhor filme, relegando outro filme do diretor que vinha em escala ascendente nas listas anteriores, 2001: Uma Odisséia no Espaço. Igualmente surpreendente é a presença de Lawrence da Arábia (1962), de David Lean, no quarto lugar. A maior incoerência não é a ascensão imediata do épico de David Lean, mas sim a rejeição que o filme sofrera até 2002, não estando presente em nenhum TOP 10 da revista britânica.
Assinar:
Postagens (Atom)
